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quinta-feira, 1 de abril de 2010

A família e a escola

Abordagem sistémica do conflito

A família e a escola têm de estar de boas relações

A teoria da vinculação surge como forma de explicar problemas que a psicanálise limitou, ou seja, a influência do meio e das experiências do indivíduo que influíram positiva ou negativamente na sua personalidade.
A convergência destas duas teorias assenta nas seguintes crenças: a influência da família, o modo com interage com o meio e o (in)sucesso das suas experiências reais, na formação da personalidade das crianças.
As ciências biológicas e sociais e a valorização do empirismo contribuem nesta perspectiva.
Na teoria da vinculação há que considerar o conceito de “base segura”, em que a exploração do meio é baseada na curiosidade e descoberta, simultaneamente a criança aprende mas também se adapta às mudanças, fazendo evoluir a sua personalidade, acontecendo o mesmo na fase da adolescência e adulta.
Por exemplo, a escola pode constituir-se como exploração positiva ou negativa, caso o aluno não se adapte e a considere uma “fobia”. As situações estranhas podem ser fácil ou dificilmente ultrapassáveis.
Outro aspecto a ter em conta é o dos “modelos internos dinâmicos”, isto é, o indivíduo interage criando representações de si próprio ou dos outros, mas também ele assume estratégias de acção, aceitando, transformando, revendo, rejeitando ou complementando informações/aprendizagens.
Quanto mais desenvolvida for a sua personalidade, mais a sua actuação e escolhas serão conscientes, seja qual for o(s) contexto(s) ou perante os sujeitos com que interage (relações interpessoais).
As relações potencializam a parte emocional. Daí, a necessidade de uma boa relação, incluindo a de professor/aluno e entre os pares, falando de contexto escolar. Um bom ambiente relacional influi nas aprendizagens e na (in)satisfação do professor face à sua profissão.
Outros factores de risco ligam-se a situações de pobreza, maus-tratos negligência, ausência de cuidados essenciais (Costa e Matos:57). Factores “protectores, compensatórios ou desafiantes”, citados pelas mesmas autoras de outros autores, poderão ser formas de lutas perante estas adversidades – o nome dado ao processo que combate à adversidade é a resiliência. Aqui a escola/o professor poderá ter também um papel imprescindível de ajuda, seja em crianças com dificuldades de aprendizagem ou com outros problemas sociais (marginalização, baixa-autoestima).
A família e a escola têm de estar de boas relações, no sentido de cada um simultaneamente constituírem-se como vinculadores exemplares para a criança/jovem, criando ambiente seguros, organizados, autónomos e conectados.
O desenvolvimento pessoal e social do professor é indispensável, no sentido de se ultrapassarem obstáculos, se reflectirem práticas e a interacção crie um ambiente propicio ao desenrolar do processo ensino-aprendizagem.

Costa, E.; Matos, P. (2007). Abordagem sistémica do conflito. Lisboa: Universidade Aberta.

Um exemplo de educação integradora
Ensinar é partilhar ideias, valores e vivências. Estimular o espírito crítico, contribuir para a formação de pessoas completas, capazes de mudar o mundo e criar uma sociedade de sucesso mais justa e mais feliz.
Quando a Escola vem para a rua, fica mais perto de alcançar os ideais de uma educação integradora, aproximando em simultâneo os pais e restante comunidade.
Resumo-fotografico-da-Feira-do-Sec-XIX-em-Pedrogao-Grande