segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tema 4- Conflito e Intervenção na Escola



LINHAS DE PENSAMENTO (Reflexão):
Pais:
- Que modelos são para os seus filhos?
- Que educação possuem, além da formação académica?
- Como premiam/penalizam as atitudes dos seus filhos?
- Que atenção disponibilizam ao desenvolvimento dos seus filhos?

Professores:
- Que atitudes adoptam perante o comportamento desajustado?
- Comportamento desajustado = prémio (saída da sala)? -para muitos alunos a isso equivale, pois as aulas são uma “seca”.
- Que metodologias educativas são utilizadas? Já estamos no séc. XXI, mas há muito Bom docente que ainda não se lembrou disso.

Alunos:
- Quem os ouve? Todos falam na sala de aula – será uma necessidade intrínseca ou o reflexo de anos excessivos de permissividade por parte do sistema? (Também não é de estranhar, sempre viveram num sistema ultra permissivo: de progressão escolar, de absentismo, … ah! E já agora, de saltar anos escolares!)
- Que consequência obtêm das suas acções? (Sai da sala: ou é o excomungado, o sortudo, o herói, o coitadinho… muitos papéis pode ansiar. Quem os conhece, ou seja, que sabe verdadeiramente o que aquele aluno vive e necessita – muitos dos docentes só se lembram que tem que cumprir a planificação da disciplina até à data de…). Será que os alunos têm efectivamente uma consequência das suas acções? Ou continuamos a nadar nesta permissividade nacional em que os prevaricadores são sempre e para todo o além impunes?

Escola:
- Como estabelece e faz cumprir o órgão de gestão escolar, a disciplina e o funcionamento? (alunos, funcionários, pais?...)
- Como promove a partilha, troca de experiências entre todos?
- Como implementa uniformidade de procedimentos?
- Como avalia/intervém perante “casos difíceis” de comportamento?

Legislador:
Sabe o que se passa nas escolas?
Terá também responsabilidades?

Estamos num ciclo, desde o legislador, escola, família, estrutura social, muito há a fazer em todas as estruturas, desde a social, a política, a económica e a educacional.

Sintese reflexiva:

O discurso opinático dos média, em alguns casos apenas com o interesse de exploração do assunto para o aumento de audiências, mas também apresenta o aspecto positivo na importância da divulgação do fenómeno o que contribuirá para chamar a atenção da sociedade e chamar os todos os responsáveis a tomar medidas no sentido de resolver ou pelo menos minimizar o problema.
A escola é o pilar básico da formação social, é também o reflexo da sociedade. Todos os intervenientes no sistema educativo são responsáveis, desde o poder político à sociedade em geral, aos professores, às famílias, aos alunos, e á estrutura escolar, é necessário que a intervenção aconteça desde a origem do problema que é complexo, de forma transversal e de modo estruturado e consistente e não apenas com medidas de remediação. Tal como cita Urra (2007: 332) «A responsabilidade do que está a ocorrer nas nossas escolas é o resultado da interacção de uma série de factores nos quais estamos incluídos, directa ou indirectamente.”
O conflito existe na escola e na sociedade, o importante é agir de forma a prevenir o fenómeno de outra forma a tendência será para que aumente, a vontade política é sem dúvida uma das alternativas de solução, A família é um factor fundamental nesta temática, terá de ser apoiada para que a sua acção seja eficaz, há que esclarecer o porquê do fenómeno, para depois o resolver.
A Escola nunca poderá estar isolada da comunidade, mas em interacção estreita com ela. Todos os agentes educativos, sociais, económicos e políticos terão de assumir uma gestão concertada e com critérios bem definidos, tendo em vista a solução do problema.
A Escola é o pilar básico da sociedade que queremos, é por ela que passam todos os profissionais, é nela que se deve investir de forma organizada, com directrizes claras no sentido do crescimento social sustentável.

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